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A Natureza da Felicidade

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Comece este estudo refletindo sobre a necessidade de se obter novas e revolucionárias experiências através deste tema, ainda que ele pareça ser familiar a você. Sempre espere encontrar uma mensagem nova e impactante capaz de influenciar positivamente sua vida, capaz de inseri-lo na rota da verdadeira felicidade.

A Natureza das Bem-aventuranças

As Bem-aventuranças ou beatitudes, como também são conhecidas, representam os paradoxos do sermão de Cristo. Ao considerar o texto de Mateus 5.1-12, observamos que ele expõe sentidos que contradizem o mundo, o qual afirma, por exemplo, que pobreza se refere à negação da riqueza. Mas aqui ocorre o contrário: a pobreza gera riqueza. Para o mundo, o pranto se refere à ausência de gozo, mas aqui pranto é uma condição de alegria.

As Bem-aventuranças revelam como são visíveis as contradições entre os valores da Igreja e os do mundo. As Beatitudes aprovam a ausência de uma grande lista de prêmios que o mundo oferece como: poder, popularidade, prazeres sexuais, influência, beleza física, e coisas pelas quais somos levados a acreditar que são essenciais para se obter a felicidade. Essas coisas não representam a real medida de maturidade espiritual de alguém, que não têm relação alguma com o nível ou posição de alguém no reino de Deus.

Vamos tomar como exemplo o estado de riqueza. Embora nada nas Bem-aventuranças a condene, faz-se necessário salientar que a riqueza não é uma condição para alcançar as Felicidade, pois esta não está associada à bens materiais.

As Bem-aventuranças revelam a essência do cristianismo. “A quem, que tipo de pessoa e que tipo de comportamento Deus olha com aprovação? Quem Deus faz feliz? Qual comportamento traz alegria e prazer para o coração de um cristão?”

A resposta está notavelmente em contradição com o que a maioria dos ‘cristãos’ do século 21 pensam. Pois muitos deles desejam os “tesouros” de Cristo, mas fogem da sua cruz. Elas englobam a todos os cristãos individualmente e não apenas alguns excepcionais, como os doze apóstolos, como os pastores, ou talvez alguns super crentes.

As virtudes, descritas nas Bem-Aventuranças são provenientes da ação do Espírito Santo. E não apenas valores naturais que se assemelham ao conjunto de virtudes apenas humanas. São resultados do poder influenciador da palavra e do mover do Espírito.

Fazendo uma análise paralela entre as bem-aventuranças e a Graça de Deus, compreendemos o plano de Salvação para nós. Isto fica claro na primeira bem-aventurança, ao revelar que o reino dos céus é para aqueles que estão absolutamente falidos espiritualmente, que não têm nada para merecer a aprovação de Deus.  Portanto, se você se encontra nessa condição é um excelente candidato ao Reino de Deus.

Um conceito especial sobre as Bem-aventuranças:

elas não são apenas instruções para o viver cristão ou ensinamentos de como ser abençoado. Elas não indicam somente as condições que são especialmente agradáveis a Deus ou boas para os seres humanos. O sentido não é afirmar que alguém é melhor só pelo fato de ser pobre, chorar, ou por ter sido perseguido, como se essas condições listadas fossem recomendadas como formas de bem-estar diante de Deus ou do homem.

As Bem-aventuranças servem primeiramente para esclarecer a mensagem fundamental de Cristo que é o livre acesso ao Reino de Deus e Justiça para toda a humanidade através da fé nele.

Seja Feliz

Você nunca deve se envergonhar por desejar ser feliz. É tão natural como ter fome. Certo filósofo francês disse certa vez: “Todo o mundo está buscando loucamente a certeza e a felicidade.” O presidente de uma Universidade nos Estados Unidos disse: “O mundo está procurando uma religião em que possa crer e uma canção que possa cantar.” Um milionário do Texas confessou isto: “Pensei que com dinheiro pudesse comprar a felicidade, mas acabei miseravelmente decepcionado.” Uma famosa estrela do cinema exclamou: “Tenho dinheiro, beleza, fascinação e popularidade. Deveria ser a mulher mais feliz deste mundo, mas sou infeliz e miserável. Por quê?” Um dos mais nobres líderes britânicos disse certa vez: “Perdi toda a vontade de viver, e, no entanto tenho que viver.  Que é que acontece comigo?”

Certo senhor foi consultar um psiquiatra e disse ao médico: “Doutor, sinto-me vencido, sozinho e muito infeliz. O senhor poderá me ajudar?” O especialista então lhe receitou que fosse ao espetáculo de um famoso circo, visse e ouvisse um extraordinário palhaço que tinha a fama de fazer os mais tristes e desanimados deste mundo rirem incansavelmente. O consulente respondeu: “Eu sou o dito palhaço.”

Certo acadêmico disse: “Tenho 23 anos e já passei por experiências que fizeram de mim um velho, estou farto da vida.” Uma famosa bailarina um desses dias atrás disse: “Nunca tenho estado só, mas sinto que minhas mãos tremem, que os olhos se enchem de lágrimas e que se me aflige o coração em busca de uma paz e felicidade que jamais achei.” Um dos grandes estadistas do mundo hodierno disse certa vez: “Estou velho e para mim a vida já perdeu todo o encanto e significado. Estou pronto a saltar fatalmente para o desconhecido. Alguém me poderá dar um raio de esperança?”

Não há quem não busque a felicidade, todos sem exceção. As pessoas instintivamente se inclinam para esse fim, tanto os que correm para a guerra como os que fogem dela. Este é o motivo de cada ação do ser humano. O desejo de felicidade é insuperável, nunca pode ser mudado ou de qualquer forma abatido. Certamente as  pessoas têm noções diferentes do que se constitui a felicidade, mesmo assim irá persegui-la de acordo com seus desejos particulares. No entanto, isso em nada altera o fato de que sua presença é comum entre todos os homens.

Você pode se negar ao prazer de comer um doce agora porque acredita que a alegria de perder peso valha mais a pena. Seu desejo de uma satisfação a longo prazo (a alegria de ter um elegante corpo) é mais forte que o
apelo do sorvete agora. Você põe na balança, desculpe o trocadilho, prazeres concorrentes. Sua vontade é energizada com base em sua crença de que um prazer (imediato ou a longo prazo) é melhor do que outros. Mas
em todo caso você escolhe agir com vista a aumentar a alegria e evitar a dor.

Deus construiu em nós uma inegável, implacável e incontornável fome de alegria, satisfação e prazer. Deus nos construiu a ser fascinado, a ser intrigado, a ser hilariante na busca pela felicidade. Foi Deus quem te fez dessa maneira para que você escolhesse, através dele e de sua alma, desfrutar dos seus prazeres permanentes. Satanás não tem nada a ver com essa volição e anseio, ele apenas distorce os valores e conceitos do que é ser
uma pessoa feliz.

A sua responsabilidade como cristão é ser o mais feliz possível. A felicidade que possui valor permanente na vida do cristão não é superficial e não depende das circunstâncias. É uma felicidade, um contentamento que enche a alma ainda mesmo em meio das circunstâncias mais adversas que se possam surgir, mesmo em meio a ambientes mais que nocivos e desanimadores que se possa deparar. É essa felicidade que te faz sorrir quando tudo vai mal, mesmo através das lágrimas. A felicidade pela qual nossa alma suspira é essa felicidade imperturbável ante o sucesso ou a derrota, que se enraíza profundamente em nosso íntimo e nos faculta descanso interior, paz e contentamento, sejam quais forem os problemas que se agitem na superfície. Essa
espécie de felicidade não precisa de estímulos externos.

“Regozijai-vos sempre no Senhor; outra vez digo, regozijai-vos”. Filipenses 4.4

 

“Mas alegrai-vos no fato de serdes participantes das aflições de Cristo, para que também na revelação da sua glória vos regozijeis e alegreis”. I Pedro 4.13

Autor ~ Moisés Carneiro

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